Saddam Hussein foi morto porque George Bush disse que ele tinha armas de destruição em massa. O Iraque foi invadido por causa disso. Ser ele um ditador, um criminoso, um genocida ou o que tenha sido divulgado só serviu para fortalecer a propaganda. Dourar a pílula. Nada se disse sobre as reservas de petróleo lá existentes. Nada se disse sobre o interesse estadunidense nessas jazidas. Pouco ou nada se disse sobre os interesses e as ligações de Bush e de seu vice com a industria petrolífera profundamente interessada nas reservas iraquianas.
O fato de “descobrir-se” posteriormente que tais armas não existiam e que as agências de espionagem e contra espionagem mais bem pagas do mundo e, presumivelmente, mais capacitadas, estavam “enganadas”, nada significa. Os assassinatos de iraquianos inocentes, principalmente de mulheres e crianças, a mando de Bush e de seus comparsas, continuam impunes.
Barak Obama assume a presidência dos Estados Unidos hoje. Bush retira-se para sua mansão no Texas onde passará o resto dos seus dias com mordomias inimagináveis para nós simples mortais, incluindo uma pensão mensal de metade do que ganhará o presidente em exercício. Dois outros fatos indiscutíveis: Um, quando a economia lá vai mal, nós, o resto do mundo, pagamos a conta; Dois, a economia lá vai mal.
Obama poderia diminuir o nosso problema com esses gastos supérfluos dando a Bush o mesmo remédio que foi dado a Saddam. Um julgamento rápido pelos crimes que ele cometeu contra a humanidade e um enforcamento que, ao invés de sigiloso (como o de Hussein), deveria ser transmitido em rede mundial. Dada a imensa aversão que o mundo nutre pelo atual presidente, poderiam ser cobrados direitos de retransmissão e a montanha de dólares arrecadados, com certeza, ajudaria a equilibrar as contas do futuro governo.Certamente, além dos benefícios econômicos, essa medida acarretaria um gigantesco avanço moral. Um formidável incremento no respeito às leis e aos direitos das populações mundo afora. Uma sensível diminuição das ditaduras, das torturas, das explorações, das invasões de países e do assassinato de inocentes.
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