O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, durante toda esta semana, cansou de repetir que tinha certeza da conquista da Libertadores da América. Chegou a gozar de outros clubes e técnicos, provavelmente seguindo a mesma lógica dos narradores e comentaristas de futebol que julgam impossível ser ou estar o futebol brasileiro inferior ao de qualquer outro pais. O Flu tinha levado uma surra de quatro a dois de um time do Equador, a LDU (Liga Deportiva Universitaria), e já se dava como certo que o timinho ia tremer no jogo de volta, no Maracanã, e o tricolor carioca lhe aplicaria uma goleada, pronto para disputar o Mundial de Clubes no Japão.
O diabo é que esqueceram da sabedoria popular muito rica no que diz respeito ao futebol e dos ditos populares tipo “O jogo só termina quando o juiz apita”, “Grito não ganha jogo”, “Só peru morre de véspera”, “Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém” ou como diria o dramaturgo das quebradas do mundaréu, Plínio Marcos, “O apressado come cru ou queima a boca”. Deu no que deu. A LDU calou o Maracanã e levou o título para o Equador, num feito inédito.
O certo é que futebol, como diz o nome do esporte, é jogado com os pés. O jogo dos berros, blefes e socos nas mesas chama-se Truco.
sexta-feira, julho 4
A Fúria e o Canarinho
No último domingo foi comemorado o aniversário de cinqüenta anos da conquista da Copa do Mundo de Futebol ocorrida em 29/06/1958, pela Seleção Brasileira, o Escrete Canarinho. No mesmo domingo, a seleção da Espanha, a Fúria, comemorou a conquista da Euro Copa 2008 num disputado e excelente jogo contra a seleção da Alemanha.
Para quem viu alguns dos jogos da copa européia e anda vendo jogos dos campeonatos disputados no Brasil, fica a certeza de que alguma coisa estranha está acontecendo.
De um lado as seleções da Europa disputando um futebol rápido e ofensivo e de outro os times brasileiros mostrando jogos truncados e prioritariamente defensivos. Esse mesmo espírito é o que está sendo aplicado à seleção brasileira.
Multidões na Espanha e na Alemanha saudando suas seleções (alemães comemorando o segundo lugar) e aqui, no último jogo da seleção, em Belo Horizonte, os torcedores pedindo a cabeça do técnico Dunga, que é, como técnico, uma invenção do presidente da CBF.
A própria CBF parece uma capitania hereditária. Foi propriedade do João Havelange por 17 anos e agora é propriedade de seu ex-genro, Ricardo Teixeira, no poder desde 1989 e com trono garantido até 2015. Teixeira, suspeito de uma série de irregularidades, como um mago de televisão, tirou da cartola o tal do Dunga que nunca havia sido técnico de nada e vem dando imensa satisfação a jogadores e torcedores de outros países nos confrontos contra o Brasil.
Durante o reinado de Ricardo Teixeira os clubes ficaram mais pobres, os craques foram embora para o exterior e os estádios de futebol estão desabando (diz-se que se a Copa fosse hoje, nenhum deles estaria autorizado pela FIFA a receber jogos). O Senhor Feudal Ricardo I diz que as despesas com a Copa do Mundo correrão por conta da iniciativa privada, mas há muito se pergunta quantos desses bilhões caberão aos cofres públicos e, por conseqüência aos nossos bolsos.
Nestes mesmos dias das comemorações uma eleição livrou o Vasco da Gama do mal falado Eurico Miranda. Com a saída do pai, é bem possível que os filhos deixem os empreguinhos que tinham no clube. Quem sabe os bons ventos que varreram São Januário não soprem pra longe outros cartolas dos nossos clubes e da CBF. Uma coisa é certa, nessa mesma toada e com esses mesmos “beneméritos” do nosso futebol, não é necessária muita Fúria pra acabar com o Canarinho.
Para quem viu alguns dos jogos da copa européia e anda vendo jogos dos campeonatos disputados no Brasil, fica a certeza de que alguma coisa estranha está acontecendo.
De um lado as seleções da Europa disputando um futebol rápido e ofensivo e de outro os times brasileiros mostrando jogos truncados e prioritariamente defensivos. Esse mesmo espírito é o que está sendo aplicado à seleção brasileira.
Multidões na Espanha e na Alemanha saudando suas seleções (alemães comemorando o segundo lugar) e aqui, no último jogo da seleção, em Belo Horizonte, os torcedores pedindo a cabeça do técnico Dunga, que é, como técnico, uma invenção do presidente da CBF.
A própria CBF parece uma capitania hereditária. Foi propriedade do João Havelange por 17 anos e agora é propriedade de seu ex-genro, Ricardo Teixeira, no poder desde 1989 e com trono garantido até 2015. Teixeira, suspeito de uma série de irregularidades, como um mago de televisão, tirou da cartola o tal do Dunga que nunca havia sido técnico de nada e vem dando imensa satisfação a jogadores e torcedores de outros países nos confrontos contra o Brasil.
Durante o reinado de Ricardo Teixeira os clubes ficaram mais pobres, os craques foram embora para o exterior e os estádios de futebol estão desabando (diz-se que se a Copa fosse hoje, nenhum deles estaria autorizado pela FIFA a receber jogos). O Senhor Feudal Ricardo I diz que as despesas com a Copa do Mundo correrão por conta da iniciativa privada, mas há muito se pergunta quantos desses bilhões caberão aos cofres públicos e, por conseqüência aos nossos bolsos.
Nestes mesmos dias das comemorações uma eleição livrou o Vasco da Gama do mal falado Eurico Miranda. Com a saída do pai, é bem possível que os filhos deixem os empreguinhos que tinham no clube. Quem sabe os bons ventos que varreram São Januário não soprem pra longe outros cartolas dos nossos clubes e da CBF. Uma coisa é certa, nessa mesma toada e com esses mesmos “beneméritos” do nosso futebol, não é necessária muita Fúria pra acabar com o Canarinho.
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