O banqueiro fugitivo Salvatore Cacciola pode ficar absolutamente tranqüilo.
É óbvio que ele não quer ser incomodado e deseja permanecer passeando por Mônaco e por toda a Europa usufruindo o dinheirinho retirado dos cofres públicos brasileiros abastecidos pelos nossos impostos.
Esse desassossego é que deve ter movido seus advogados, cujos honorários também ajudamos a pagar já que a fonte é a mesma, a solicitar o auxílio da ONU para que o fujão não seja recambiado ao Brasil. Eles alegaram que as condições das prisões brasileiras não assegurariam a integridade do seu cliente.
Deveriam ser processados por falsidade.
A fugaz passagem de Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas, pelas celas da Polícia Federal demonstrou sobejamente que para hospedes desse quilate não há risco nenhum. Nada de muito desagradável ocorre. Todos ficaram umas poucas horas em repouso, visitados por seus inúmeros advogados e, provavelmente, como ocorre quase sempre, alimentados pelas mesmas ótimas refeições preparadas pelos ótimos restaurantes que costumeiramente freqüentam.
Muito diferente das condições prisionais impingidas aos ladrões de galinhas que abarrotam as cadeias brasileiras. Talvez não permitam ao Cacciola o acesso aos vinhos finos. Isso caracterizaria uma violência indesculpável e incompatível com a dignidade humana dele, devendo dar ensejo à expedição do competente habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal.
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