O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, durante toda esta semana, cansou de repetir que tinha certeza da conquista da Libertadores da América. Chegou a gozar de outros clubes e técnicos, provavelmente seguindo a mesma lógica dos narradores e comentaristas de futebol que julgam impossível ser ou estar o futebol brasileiro inferior ao de qualquer outro pais. O Flu tinha levado uma surra de quatro a dois de um time do Equador, a LDU (Liga Deportiva Universitaria), e já se dava como certo que o timinho ia tremer no jogo de volta, no Maracanã, e o tricolor carioca lhe aplicaria uma goleada, pronto para disputar o Mundial de Clubes no Japão.
O diabo é que esqueceram da sabedoria popular muito rica no que diz respeito ao futebol e dos ditos populares tipo “O jogo só termina quando o juiz apita”, “Grito não ganha jogo”, “Só peru morre de véspera”, “Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém” ou como diria o dramaturgo das quebradas do mundaréu, Plínio Marcos, “O apressado come cru ou queima a boca”. Deu no que deu. A LDU calou o Maracanã e levou o título para o Equador, num feito inédito.
O certo é que futebol, como diz o nome do esporte, é jogado com os pés. O jogo dos berros, blefes e socos nas mesas chama-se Truco.
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